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terça-feira, 24 de março de 2009

Projecto do metro de superfície gera críticas entre a oposição camarária da Amadora

Os partidos da oposição da Amadora consideram que o projecto do metro de superfície, anunciado pela maioria socialista mas nunca discutido pelo executivo, está a ser conduzido de forma "inadmissível" e poderá não passar de mais uma promessa.

O metro de superfície ligará, pelo menos numa primeira fase, seis freguesias numa extensão de sete quilómetros, entre a futura estação de metro da Reboleira e o centro comercial Dolce Vita Tejo, no Casal da Mira, que abrirá a 7 de Maio.

A entrada em funcionamento do metro, que terá pneus de borracha em vez de circular em carris, chegou a estar prevista também para Maio. Segundo o vereador dos Transportes, o socialista Gabriel Oliveira, citado pela Lusa, a complexidade técnica do projecto obrigou a adiar a inauguração para o final de 2010.

Para o vereador social-democrata Carlos Reis, o facto de o metro de superfície não ser inaugurado ao mesmo tempo que o Dolce Vita Tejo, é "inusitado", já que "o sucesso do empreendimento depende da criação de uma alternativa de transporte de massas".

O autarca duvida, no entanto, que o centro comercial abra daqui a menos de dois meses e está preocupado com a possibilidade de as anunciadas três fases das ligações serem "um engodo" para os eleitores.

"É mais um anúncio eleitoralista. Infelizmente não foi discutido nos órgãos devidos, o que não é saudável para temas de grande importância", defende o vereador da CDU João Bernardino.

Na sua opinião, a liderança da autarquia deixa a ideia de que a entrada em funcionamento do novo transporte está excessivamente condicionada pela construção do centro comercial. Para a CDU, os interesses do município em ter um sistema de transportes eficaz e abrangente estão a ser subvalorizados face a um plano "isolado e desgarrado".

Já a comissão concelhia do CDS-PP considera que o projecto nada tem a ver com o que foi apresentado no programa eleitoral do PS. Para o PP, o metro de superfície "não passa de um trolley".

O líder local do partido, João Castanheira, diz duvidar do cumprimento do prazo anunciado (final de 2010) e da eficácia do sistema. "Um metro de superfície tem canais próprios que permitem maior fluidez, mas não é isso que se vai oferecer às pessoas. Com este não se vai resolver rigorosamente nada. Vai movimentar-se em ruas entupidas de tráfego, qual é a vantagem?", questiona.

Inicialmente calculados em 11 milhões de euros, os custos da empreitada para pôr o metro de superfície a servir o concelho da Amadora não deverão afinal, de acordo com o vereador dos transportes, o socialista Gabriel Oliveira, ultrapassar os sete milhões, verba que será "substancialmente" suportada pela Chamartín Imobiliária, proprietária da grande superfície comercial a abrir no Casal da Mira.

A autarquia está também a procurar obter financiamento para este projecto junto da CP, do Metropolitano de Lisboa e da Rede Eléctrica Nacional.

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Fonte: Público, 22-03-2009

9 comentários:

Anónimo disse...

Esta oposição é de facto um espanto... uns porque a medida é eleitoralista, outro porque não foi discutida (quando de facto foi discutida em reunião de câmara), outros ainda tentam diminuir o alcance da mesma...
Para mim é um bom projecto, moderno,com preocupações ambientais e necessária, principalmente para a população idosa...

Anónimo disse...

Muito bom nao haja duvida....Lol... deve ser como o que existe em paço de arcos que ninguem utiliza...

Rui Monteiro disse...

De facto a ideia de ter um "metro de superfície" que ligue seis freguesias do concelho é bastante importante e é uma ajuda às pessoas que poderão usufruir deste meio de transporte não poluente.

Mas alguém já percebeu como será este "metro de superfície"? Desenganem-se aqueles que pensam que será igual ao das cidades do Porto ou de Almada, pois este "metro de superfície" não terá vias próprias. Como dizem, será um eléctrico com pneus de borracha para se desviar dos obstáculos... Mas a opção deste "metro de superfície" será sempre discutível e nunca terá o consenso de todos.

Agora o atraso do "metro de superfície", que só estará em funcionamento em 2010, é que é preocupante. Pois deveria servir a população desde o primeiro dia da abertura do Dolce Vita Tejo, já que criaria o hábito nas pessoas a procurarem este meio de transporte para se deslocar ao Centro Comercial. O que é que vai acontecer? As pessoas e os trabalhadores vão habituar-se a deslocarem-se ao Centro Comercial de automóvel, pois não existirão alternativas e quando estas surgirem, não terão a receptividade que seria esperada agora.

Mais, vejamos o caso da estação Amadora-Este. Existem transportes "públicos" (Vimeca e LT) que facilitam a chegada ao Metropolitano, mas como este meio usufrui as mesmas vias que os automóveis e como as pessoas para os usufruir precisam quase de dois passes (pois não existe um sistema para o utente LT/VIMECA – METRO como existe para um CARRIS – METRO), estas levam os seus automóveis para a estação, pois o transporte público não lhe proporciona ganho nenhum. E é o que vai acontecer com o "metro de superfície" em 2010!

Para além disto e para quem não tem estado atento, existem várias obras à espera de serem inauguradas em momentos oportunos, como por exemplo a nova biblioteca (em frente à academia militar), entre outras.

O que falta a estas obras para que a população possa usufruir das mesmas? A Biblioteca está pronta à quase um ano!! Será que é só porque falta orçamento para a equipar? E os 3 MILHÕES que serão gastos para o novo Parque Central, não ajudaria equipar a Biblioteca?

Joaquim Bastinhas disse...

Fiquei a saber pelo blog as características do "metro de superficie". E fiquei desapontado ao saber que não terá uma via exclusiva.
Resumidamente, é mais um autocarro, mas com motor eléctrico?
Se assim fôr, acho que não vai responder ao problema do trânsito e dos engarrafamentos. Mais valia criar novas carreiras de autocarros e sempre se poupava dinheiro para outras coisas.
Se tiver vias exclusivas, então a conversa é outra...

Anónimo disse...

Uma correcção: Existe um passe social "VIMECA – METRO" e custa cerca de 29 euros para a rede toda do metro e Vimeca até Queluz.

Rui Monteiro disse...

Claro que existe um passe social "VIMECA - METRO", só que os utentes não o carregam da mesma forma como os que utilizam o passe "CARRIS - METRO".

Os da VIMECA, necessitam de carregar os seus passes só em algumas estações (ex. Colégio Militar), pois como o sistema da VIMECA ainda é a antiga vinheta/senha, o METRO não carrega este passe em todas as estações. Ou seja, no dia 1 de Abril as pessoas compram as suas senhas num quiosque mas quando chegarem ao METRO, necessitam de PAGAR BILHETE (ou esperar durante algum tempo e explicar a situação ao funcionário da estação para que este lhe abra a porta e no Colégio Militar esperar mais um pouco e explicar novamente ao funcionário para que este lhe abra a porta) até ao Colégio Militar para carregarem os seus passes e o poderem utilizar em toda a rede METRO.

É um pouco diferente para um utente CARRIS - METRO, que quando compra o seu passe pode usufrui-lo instantaneamente seja CARRIS ou no METRO.

É esta a pequena GRANDE diferença!!

Vanda disse...

Já para não falar que as carreiras da Vimeca não chegam a todos as urbanizações da Amadora.

Eu sou moradora da Serra das Brancas e o autocarro que lá passa é da LT e vai para a estação da Amadora.

Se quiser ir de transportes públicos para o metro da Falagueira tenho k apanhar o 135 (LT) até vila chã e dpois o autocarro da vimeca até ao metro.
Devo lembrar que os passes vimeca e LT não são compativeis.

Em relação ao metro á superficie, não acredito que vá beneficiar alguma coisa e as obras que têm feito em nome dele são completamente ridículas.

Quem passa na estrada da Falagueira e vê aquela maravilhosa rotunda junto á antiga junta de freguesia percebe isso. É uma obra sem qualquer sentido ou justificação.

Pedro A. disse...

Falta na Grande Lisboa uma autoridade metropolitana de transportes que coordena os diferentes operadores de transportes públicos e falta sobretudo que se implemente uma rede intermodal: neste momento cada operador não vê mais além que o seu cantinho e olha para os outros operadores como sendo transportes concorrentes em vez de os olhar como sendo transportes complementares. A questão da falta de bilhetes/passes comuns a todos os operadores da Grande Lisboa é apenas um exemplo da falta de coordenação, outros exemplos seriam horários, pontos de interface, mapas comuns e sinalética comum, destinos... Isto tudo dificulta a vida ao utente que quer andar de transportes públicos, que precisa de ir de um ponto A a um ponto B o mais rapidamente possível e não quer preocupar-se se tem de usar a operador X ou Y.

Miguel Maurício disse...

Eu quero ver o "metro" ligeiro que afinal é um trolley,mas que no fundo parece que é um autocarro com motor electrico a circular,deve dar para rir..Que tristeza!! Meu abençoado automóvel,com transportes publicos destes é mesmo a melhor opção. Agora é que eu percebo o porque de nem quando o petróleo esteve a 140 dolares o barril as pessoas deixarem os popós em casa,é que os transportes são pensados por quem nada percebe de mobilidade e acessibilidades!!!