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Nota: e-mail enviado por Luís Pires
Pedro Álvares Cabral (Belmonte, 1467 ou 1468 — Santarém, 1520 ou 1526) foi um fidalgo e navegador português, comandante da segunda viagem marítima da Europa à Índia, viagem em que se descobriu o Brasil, a 22 de Abril de 1500.
Acredita-se que nasceu na Beira Baixa (Portugal), em 1467 ou 1468. Foi o terceiro filho de Fernão Cabral, governador da Beira e alcaide-mor de Belmonte, e de Isabel de Gouveia de Queirós. O seu nome original seria Pedro Álvares Gouveia, pois geralmente apenas o primogênito herdava o sobrenome paterno. Posteriormente, com a morte do irmão mais velho, teria passado a usar o nome Pedro Álvares Cabral, uma vez que, a 15 de fevereiro de 1500 - quando recebeu de D. Manuel I (1495-1521) a carta de nomeação para capitão-mor da armada que partiria para a Índia, já usava o sobrenome paterno.
Neto de Fernão Álvares Cabral, que exercera as funções de guarda-mor do Infante D. Henrique, os seus biógrafos remontam o seu título de nobreza, a um terceiro avô, Álvaro Gil Cabral, alcaide-mor do Castelo da Guarda sob os reis D. Fernando (1367-1383) e D. João I (1385-1433), da dinastia de Avis, que teria recebido por mercê as alcaidarias dos castelos da Guarda e Belmonte, com transmissão à descendência. Esses domínios, lindeiros à Espanha, eram terras de pastorícia, origem dos símbolos das cabras passantes do escudo de armas da família Cabral.
Aos onze anos de idade, Pedro mudou-se para o Seixal (onde ainda hoje existe a Quinta do Cabral), vindo a estudar em Lisboa Literatura, História e Ciência (como, por exemplo, Cosmografia), além de artes militares. Na Corte de D. João II (1481-1495), onde entrou como moço fidalgo, aperfeiçoou-se em cosmografia e marinharia.
Com a subida ao trono de D. Manuel I (1495-1521) foi agraciado com o foro de fidalgo do Conselho do Rei, o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo e uma tença, pensão em dinheiro anual.
Em 1499, foi nomeado pelo soberano como capitão-mor da armada que se dirigiria à Índia após o retorno de Vasco da Gama. Teria então cerca de trinta e três anos de idade. A missão de Cabral era a de estabelecer relações diplomáticas e comerciais com o Samorim, reerguendo a imagem de Portugal após a apresentação do Gama, e instalando um entreposto comercial ou feitoria, retornando com o máximo de mercadorias.
A sua foi a mais bem equipada armada do século XV, integrada por dez naus e três caravelas, transportando de 1.200 a 1.500 homens, entre funcionários, soldados e religiosos. Era integrada por navegadores experientes, como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho, tendo partido de Lisboa a 9 de março de 1500, após missa solene na ermida do Restelo, à qual compareceu o Rei e toda a Corte.
A 22 de abril, após quarenta e três dias de viagem, tendo-se afastado da costa africana, avistou o Monte Pascoal no litoral sul da Bahia. No dia seguinte, houve o contato inicial com os indígenas. A 24 de abril, seguiu ao longo do litoral para o norte em busca de abrigo, fundeando na atual baía de Santa Cruz Cabrália, nos arredores de Porto Seguro, onde permaneceu até 2 de maio.
Cabral tomou posse, em nome da Coroa portuguesa, da nova terra, a qual denominou de "Ilha de Vera Cruz", e enviou uma das embarcações menores com a notícia, inclusive a Carta de Pero Vaz de Caminha, de volta ao reino. Retomou então a rota de Vasco da Gama rumo às Índias. Ao cruzar o cabo da Boa Esperança, quatro de seus navios se perderam, entre os quais, ironicamente, o de Bartolomeu Dias, navegador que o descobrira em 1488.
Existe uma discussão entre os historiadores a respeito da intencionalidade ou não da chegada de Cabral ao território brasileiro, embora não existam evidências concretas a sustentar qualquer das hipóteses. Certo é, no entanto, que por esta data já se tinha, na Europa, o conhecimento da existência de terras a leste da linha do Tratado de Tordesilhas.
A Armada chegou a Calecute a 13 de setembro, após escalas no litoral leste africano. Cabral assinou o primeiro acordo comercial entre Portugal e um potentado na Índia. A feitoria portuguesa foi instalada mas teve efêmera duração: atacada pelos Muçulmanos em 16 de dezembro, nela pereceram cerca de trinta portugueses, entre os quais o seu escrivão, Pero Vaz de Caminha.
Após bombardear Calecute e apresar embarcações árabes, Cabral seguiu para Cochim e Cananor, onde carregou as naus com especiarias e produtos locais e retornou à Europa.
Cabral chegou a Lisboa a 31 de julho de 1501, sendo aclamado como herói, não obstante o facto de, das treze embarcações, terem regressado apenas três.
Convidado pelo soberano para comandar a nova expedição ao Oriente em 1502, Cabral desentendeu-se com o monarca acerca do comando da expedição: tendo recusado a missão, veio a ser substituído por Vasco da Gama. Em desgraça perante o soberano, não recebeu mais nenhuma missão oficial até ao fim da vida.
Em 1503 desposou D. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque, deixando descendência. Em 1518 era cavaleiro do Conselho Real. Foi ainda senhor de Belmonte e alcaide-mor de Azurara.
Faleceu esquecido e foi sepultado na Igreja da Graça cidade de Santarém, segundo alguns em 1520, ou, segundo outros, em 1526.
Cabral é lembrado pelos brasileiros como aquele que descobriu o Brasil, sendo homenageado anualmente, a 22 de abril. Foi-lhe erguido um monumento na cidade do Rio de Janeiro (obra de Rodolfo Bernardelli). A cidade de Belo Horizonte homenageou-o, dando-lhe o nome a uma das suas principais vias, a Avenida Álvares Cabral.
Em Portugal, foi-lhe erguido um monumento em Lisboa, na avenida que recebeu o seu nome. Do mesmo modo, a sua terra natal homenageou-o com uma estátua, assim como a cidade onde está sepultado, Santarém.
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Fonte: Wikipédia
Empresário português, nasceu a 19 de Maio de 1924, na Charneca da Caparica, e faleceu a 22 de Novembro de 1978, em Lisboa.
Vasco Manuel Veiga Morgado (seu nome completo, desde muito cedo se dedicou ao mundo do espectáculo, tendo produzido mais de 400 espectáculos (segundo registos históricos) dos mais variados tipos, desde cinema, operetas, dramas, comédias, revistas e muitos outros.
O nome de Vasco Morgado aparece pela 1ªvez no mundo do show-bizz, logo a seguir a este ter conseguido ganhar algum dinheiro a pesquisar um minerio chamado volfrâmio, com esse dinheiro e com o sonho do mundo do espectáculo, empata o capital na sua 1ª empresa a "Cineditora", produzindo os filmes "Ladrão Precisa-se" e Herois do Mar", a fraca prestação destes filmes quase leva à falencia da empresa. Como sempre foi um homem de não se deixar abater pelos obstaculos que lhe iam aparecendo, arregaça as mangas, e no final da década de 30 aparece como actor nos filmes "Capas Negras", não contente com isso aparece logo de seguida a produzir no Teatro Apolo a comédia "Enquanto Houver Santo António", mas o seu sonho não parava aqui e sem olhar para trás vira-se para o Teatro Avenida produzindo a comédia "Está Lá Fora o Inspector" com João Villaret como cabeça de cartaz, daqui parte para aquele que foi apelidado como o "seu teatro", estamos a falar obviamente do Teatro Monumental, estreando a 8 de Novembro de 1951 a opereta "As Três Valsas" este foi um dos muitos espectáculos que produz com a sua vedeta, a sua esposa a grande actriz Laura Alves, é tambem a mãe do seu filho, o "Vasquinho" que mais tarde e a seguir à sua morte se viria a tornar no Vasco Morgado jr, tambem seguindo as pegadas de seu pai tornando-se tambem empresário de teatro. Mas Vasco Morgado não se fica por aqui desenvolve muitos negócios desde o teatro até à hotelaria, passando pela construção e pelo ramo imobiliario. Mas a sua grande paixão sempre foi o teatro, produziu espectáculos nos teatros: Ginásio, Apolo, Avenida, Variedade, Maria Vitória, Monumental, Capitólio, Laura Alves, Sá da Bandeira, Júlio Diniz, Rivoli, nos coliseus de Lisboa e Porto, fazendo tambem companhias ultra-marinas levando às colónias de então os espectáculos da metrópole. tudo isto até ao dia 22 de Novembro de 1978, dia em que desceu o pano, como se dum final se tratasse. Podia-se lêr nos jornais de então "hoje o teatro portugues perdeu um génio, e a pátria portuguesa um dos seus melhores filhos" (in A Barricada) ou "terá morrido o último empresário português?" (in A Capital). As opiniões foram unanimes, a prova disso foram os milhares de anónimos que se dirigiram à Praça de Saldanha, para um último aplauso a um homem que aprenderam a respeitar e adorar. Desceu assim o pano do 1ºacto da marca que era um espectáculo "VASCO MORGADO APRESENTA:"
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Fonte: vascomorgado.com