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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Arrendar ou comprar casa? Eis a questão

Arrendar casa é uma boa decisão? Ou é melhor comprar, mesmo que seja necessário pedir dinheiro emprestado a um banco? Saiba como ponderar a decisão.

“Devo comprar uma casa agora ou devo arrendar?” Esta é uma dúvida que passa pela cabeça de muitos consumidores durante as várias fases da vida, especialmente porque, na maioria das vezes, é necessário recorrer a crédito bancário.

A resposta pode ser reduzida a uma resolução matemática. É mais caro ficar a pagar uma prestação ao banco ou desembolsar mensalmente a renda? Antes de começar a busca da casa dos seus sonhos, faça um levantamento de mercado sobre os preços praticados, bem como as taxas de juro cobradas pela banca no crédito à habitação.

Matematicamente, se estiver inclinado a comprar ou a arrendar um apartamento T2 no Lumiar, em Lisboa, a freguesia mais populosa da cidade, dificilmente a decisão penderá para a compra. Em média, os preços pedidos são de cerca de 228 mil euros, segundo as estatísticas do BPI Expresso Imobiliário, enquanto a renda média é de 789 euros.

Um crédito de 228 mil euros a 30 anos com um spread de 3,9%, que é a média indicada nos preçários dos cinco maiores bancos nacionais, sobre a Euribor a seis meses, resulta atualmente numa prestação de 1.232 euros. Para ficar a pagar o mesmo que a renda média, teria de ter 82 mil euros na sua carteira, para reduzir o crédito para 146 mil euros. Estas contas não incluem impostos, que também devem ser tidos em conta e que encarecem a opção de contrair um empréstimo à habitação.

O cenário repete-se noutras freguesias. Em Paranhos, no Porto, o preço médio do T2 está perto de 143 mil euros, o que resulta numa prestação bancária de 772 euros a 30 anos. O valor da renda média é de 526 euros. Para a prestação igualar, o comprador teria de ter 46 mil euros na sua conta.

Todavia, a comparação do custo mensal não é suficiente, porque ignora, por exemplo, o facto de ficar proprietário da habitação no final do prazo do crédito (o que não acontece com o arrendamento tradicional) e o prazer que se pode ter (ou não) de se viver numa casa própria.

A compra de uma casa retira flexibilidade à vida, em particular no aspeto profissional. É por isso que muitas famílias adiam a decisão de aquisição para mais tarde. A sua decisão de comprar ou de arrendar deve depender não só das contas ao orçamento familiar, mas também à fase da vida em que se encontra.

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Fonte: Contas Connosco

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