(...) Dos 35 bairros degradados, só conseguiu erradicar 24 ao longo destes 12 anos. O que falhou nesta matéria, já que a Amadora foi dos poucos municípios a não concluir o PER – Plano Especial de Realojamento?
A cidade sofreu profundas transformações no seu tecido físico, desde 1997, que todos reconhecem e que há que continuar, nomeadamente no que respeita à erradicação das barracas.
Em relação aos dados da sua pergunta lamento contrariá-los porque neste momento a taxa de execução do Programa Especial de Realojamento cifra-se em 75,17%. Foram realojados 2023 agregados familiares em habitação social municipal e aderiram a programas habitacionais 832 agregados familiares. Em 1997 existiam 35 bairros degradados, dos quais 24 já se encontram totalmente demolidos, seis encontram-se com taxas de demolição entre 90 e 99% o e um com taxas de demolição de 85%. Foram realizadas 2767 demolições de barracas e promovemos a realização de concurso de venda de fogos a custos controlados no Casal da Boba e no Alto da Mira, num total de 296 fogos.
Portanto, o programa está em curso e é nossa intenção no próximo mandato tudo fazer para acabar com a situação existente em
Santa Filomena, estando crentes que quer o 6 de Maio, como o Estrela de África e a Quinta da Lage hão-de ter também enquadramento no plano global que apresentaremos para uma nova centralidade, um território disponível que havemos de valorizar em benefício da cidade.
Quero ainda possibilitar aos jovens a aquisição de
habitação a custos controlados, desenvolvendo um conjunto de programas nos diversos locais do concelho, nomeadamente,
Vila Chã, Atalaia, Casal da Mira, Moinhos da Funcheira... (...)
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Fonte:
Jornal da Região (páginas 6 e 7), 08-09-2009